Nesta vida de viajante passamos por lugares inesquecíveis ou pela sua beleza ou pelos momentos que ali passamos com queridos amigos... Neste "Riding through the Alps" eu confesso que por algumas cidades que visitamos ficou aquela sensação de que praticamente não conhecemos nada pela brevidade da visita. Foi assim com Frankfurt e Munique... Grandes e cosmopolitas cidades que não se deixam descobrir em uma visita relâmpago como a que fizemos neste roteiro. Serviram de base para o aluguel do equipamento e parada na rota rumo aos Alpes. Assim, não é justo dizer que não gostamos destas cidades porque o dia estava cinza e feio ou porque a atração que escolhemos visitar não era das melhores... Com certeza Frankfurt e Munique merecem outra visita com mais calma. Já deixei algumas fotos do river walk a beira do Main em Frankfurt e agora deixo aqui fotos da moderna arquitetura do Alliance Arena, Estádio do Bayern F.C. München. Às 2ª feiras as atrações no complexo da arena estão fechadas. Assim, não foi possível comprar a camisa do Bayer que prometi ao Tiago, meu filho. Mas valeu para tirar uma boas fotos da fachada do estádio.
O jantar em Munique foi com um simpático casal de amigas do Neto e da Paula. Locais, elas nos levaram a um restaurante alemão fora do circuito turístico onde apreciamos a culinária alemã regada a legítima cerveja alemã ou vinho branco da uva alemã Riesling. Bons vinhos de paladar frutado e que vão muito bem acompanhando pratos leves... Já se foram os tempos daqueles vinhos alemães de qualidade duvidosa que abarrotavam as prateleiras dos supermercados brasileiros nos anos 1980.
O David já comentou que na saída do restaurante a caminho do hotel passamos em frente ao pavilhão da Oktoberfest que apesar de ainda ser setembro já havia começado. Sobre o evento que é considerado o maior funfair do mundo vale comentar que a tradição das festividades remonta o ano de 1810 quando foi realizada a primeira edição do festival em homenagem ao Príncipe da Coroa Bávara Ludwig casado com a Princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen. Porquê o festival que carrega o outubro no nome se inicia em setembro? A razão é prosaica... Se deve ao clima alemão. Adiantar o festival por algumas semanas da data original de celebração, que era na semana de 12 de outubro, permitiu à organização expandir as comemorações e contar com melhores condições climáticas. As noites de setembro ainda cálidas permitem aos visitantes curtirem o festival de exageros gastronômicos e etílicos sem passar frio. Apesar que vale dizer que uma boa parte dos visitantes sai dos festejos com tanta cerveja na cabeça, trançando as pernas mal parando em pé tentando encontrar uma maneira de chegar em casa, que o frio parece ser uma das suas últimas preocupações.
Ah... E antes que eu me esqueça deixo aqui umas fotos do museu da BMW... A arquitetura do museu é o mais marcante da visita. No mais, nós não nos empolgamos muito com o que vimos. Assim fica a dica para aficionados e a "não dica" para quem não curte tanto assim tecnologia automotiva.
Conjunto campeão da F1: Brabham BMW MPower Turbo pilotada em 2003 por Nelson Piquet.
Na 3ª feira seguimos rumo a Heiligenblut am Großglockner... Aqui sim, os lugares do roteiro Riding through the Alps passaram a ganhar o status de inesquecíveis. Para chegar a cidade do "sangue sagrado" deixamos Munique rumo a fronteira austríaca contornando os Alpes por vales cobertos por extensas pastagens de um verde intenso com o cinza dos picos alpinos ao fundo. O dia estava perfeito, após um final de semana com nuvens e chuvoso... O céu azul dava o toque final a paisagem, conforme vocês podem ver pelas imagens abaixo...
Após um dia inteiro de estrada chegava o tão esperado primeiro "passo" nos Alpes. Nos separavam da pequena Heiligenblut apenas 45 Km, mas por uma estrada cheia de curvas por cadeia de montanhas com picos de quase 4.000 m. Os maiores da Áustria. O ponto para cruzar os Alpes é dentro do parque National Park Hohe Tauern. O acesso ao parque é meio salgado (€34,00/carro e €24,00/moto), mas vale cada centavo. A subida foi rápida encosta acima até chegar ao passo a mais de 2.400 m de altitude de onde se tem uma panorâmica da cadeia de montanhas a direita com destaque para o maior pico da Áustria, o Großglockner com seus 3.798 m.
Galera feliz da vida e deslumbrada com a beleza do lugar... Este entrou para a lista de lugares inesquecíveis.
Adesivo da franquia "Riding through whatever destination..." Agora afixado nos Alpes austríacos.
Großglockner pela mira do ponto de observação...
Magnífico pôr-do-sol do alto dos 2.571 m do Edelweisspitze no National Park Hohe Tauern.
Após percorrer a panorâmica Grossglockner High Alpine Road, passando por seus passos e por um túnel a uma elevação de 2,505 metros sob o Hochtor Pass (2,573 metros), começamos a longa descida rumo ao vale na saída oposta do parque onde se encontra a pequena Heiligenblut. Ali passamos uma agradável noite no simpático e acolhedor hotel Kaiservilla. O casal de proprietários foi super amável...
Nota interessante sobre eles descoberta pelo David é que os dois eram executivos e "chutaram o balde" do mundo corporativo para tocar o hotel nos Alpes. Segundo o David, eles estão felizes por lá, mas passariam o ponto por qualquer milhão de euros que alguém ofereça pelo seu querido hotel. Se você tem bala para tanto e está de saco nas nuvens com a sua vidinha, fica a dica. E para se animar deixo algumas imagens da cidade com os últimos raios de Sol iluminando o céu azul turquesa e o Grossglockner ao fundo, além de uma foto tirada, sem muitos aparatos, mas que creio dá uma idéia da beleza do céu noturno na região. Do cara...! Um lugar sem dúvida inesquecível.
Nota interessante sobre eles descoberta pelo David é que os dois eram executivos e "chutaram o balde" do mundo corporativo para tocar o hotel nos Alpes. Segundo o David, eles estão felizes por lá, mas passariam o ponto por qualquer milhão de euros que alguém ofereça pelo seu querido hotel. Se você tem bala para tanto e está de saco nas nuvens com a sua vidinha, fica a dica. E para se animar deixo algumas imagens da cidade com os últimos raios de Sol iluminando o céu azul turquesa e o Grossglockner ao fundo, além de uma foto tirada, sem muitos aparatos, mas que creio dá uma idéia da beleza do céu noturno na região. Do cara...! Um lugar sem dúvida inesquecível.
O manto de estrelas em que se pode ver ao centro a Via Láctea... Um astrônomo amador que preparava seu telescópio naquela noite no alto do Edelweisspitze já me avisara que o céu daquela noite prometia ser espetacular.
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